






Foram 46 os alunos com multideficiências e autismo que estão a usufruir do programa “Pausas Letivas com Inclusão”, uma iniciativa que assegura desde 2018 a ocupação do tempo correspondente às férias de verão dos alunos com necessidades educativas específicas.
Nas “férias grandes”, este apoio familiar abrange os dias de junho em que termina o ano letivo, o mês de julho completo e o período inicial de setembro antes do início das aulas. Mas além da pausa de verão, o programa “Pausas Letivas com Inclusão” abrange todos os períodos de pausa letiva ao longo do ano, nomeadamente as interrupções da páscoa e as interrupções do natal.
São alunos que “não podem ser incluídos nas atividades extracurriculares em funcionamento”, e que precisam de “soluções” inclusivas direcionadas e que respondam às necessidades expressas pelas famílias relativamente à falta de respostas para os seus filhos nos períodos de interrupção letiva.
“O feedback, no geral, é bastante positivo”, começa por dizer a técnica superior da equipa multidisciplinar do departamento de Intervenção Social e Educação da autarquia vimaranense, Estrela Mendes. “Para os pais corresponde a um forte anseio e necessidade de colmatar estes períodos em que não existem muitas atividades diferenciadas para crianças e jovens com estas problemáticas”, acrescenta. Estrela Mendes refere ainda que quando foi efetuado o estudo de necessidades para delinear e implementar este programa, “muitos pais e tutores tinham de deixar de trabalhar neste período para darem apoio aos seus filhos”. “Por parte dos professores, o feedback que nos dão é muito direcionado para a continuidade de algum trabalho pelas escolas bem como a alegria que as atividades ao ar livre vão proporcionando a esta população”, completa.
Os apoios promovidos a estas crianças são da inteira responsabilidade da Câmara Municipal de Guimarães (CMG), como é o caso das refeições, os transportes dos alunos em táxi ou ambulância e, ainda, serviços de fisioterapia e terapia ocupacional de acordo com as necessidades dos alunos. Estrela Mendes adiantou ainda que este programa “desenvolve-se nas respetivas escolas e espaços que os alunos frequentam ao longo do ano letivo” e que os recursos humanos e as condições “são aqueles que estão efetivados ao longo do ano letivo e acrescentando outras terapias e atividades”.
Mas este programa, para além das terapia ocupacional e psicomotricidade promovida por técnicos credenciados, proporciona a alimentação e atividades ao ar livre na pausa letiva de junho e julho. “Nomeadamente atividades de praia, piscina, visita a quinta pedagógica, atividades na biblioteca escolar, atividades desenvolvidas por técnicos da bolsa de voluntariado e outras que são responsabilidade das próprias escolas”, enumera a técnica superior do departamento de Intervenção Social e Educação da CMG.
A experiência piloto realizada com o Agrupamento de Escolas Fernando Távora para alunos com espetro de autismo há quatro anos, foi entretanto alargada aos restantes agrupamentos de escolas com Centros de Apoio à Aprendizagem (CAA) – Abação, Caldas das Taipas, João de Meira e Francisco de Holanda.
O Centro de Recursos para a Inclusão da Cercigui, de 05 a 13 de julho, esteve envolvido na dinamização das atividades de ocupação das pausas letivas. O plano de atividades de verão para os alunos que frequentam os CAA incluíram várias atividades de piscina em vários locais do concelho com o intuito de proporcionar momentos de lazer e descontração a estes alunos com níveis de autonomia mais reduzidos.
Graças à equipa vasta de técnicos do CRI e dos agrupamentos de escolas foi possível criar um ambiente de segurança e de muita diversão para todos.